sexta-feira, 10 de setembro de 2010

O Retrato de Dorian Gray - Oscar Wilde




A história é ambientada na Inglaterra do século XIX. Oscar Wilde nos presenteia com muita maestria um relato dos costumes da sociedade da época.
O pintor Basil Halward fez um retrato de corpo inteiro de Dorian Gray, um jovem, cuja beleza encantava-o e fascinava-o. Não era difícil se encantar com Dorian, ele possuía um quê de ingênuo que o tornava ainda mais atraente. Ao visualizar o belo retrato feito por Basil, Dorian desejou permanecer sempre jovem e bonito.
Seu desejo parece ter sido atendido, pois à proporção que o tempo passava, Dorian permanecia cada vez mais belo e jovem, o retrato em contrapartida, envelhecia e com ele indelevelmente ficavam marcados todos os traços da personalidade má de Dorian.
Com lorde Henry Wotton, Dorian se envolve em um mundo de veneração à beleza, sem limites para o prazer. Dorian era admirado, invejado. Todos queriam sua atenção, suas opiniões acerca de tudo: como se vestir, como andar, como falar. Tudo que Dorian fazia virava tendência, tornou-se um ícone. Mas também era um mundo de grande vazio. A fama de Dorian o levou também ao ostracismo, já que seu modo desregrado de vida passou a desencaminhar jovens que o seguia.
Apesar do romance se passar no século XIX, a história é muito semelhante aos dias atuais. Vemos hoje “ídolos” que assim como surgem do dia para a noite, endeusados e venerados pela mídia, em uma carreira meteórica, desaparecem da mesma forma que surgem. Muitas vezes sem deixar rastros. Os verdadeiros artistas se eternizam e os medíocres simplesmente sucumbem.

Nenhum comentário:

Postar um comentário